Uso o Linux Mint diariamente, mas… é possível trabalhar exclusivamente com ele?

Bem… eu amo o assunto “Sistemas Operacionais”. Já utilizei diversos e hoje, o que eu mais utilizo é sem dúvida o Linux Mint.

E este blog inclusive é um bom exemplo de uso do Linux Mint, pois todos os artigos (textos e imagens) estão sendo produzidos a partir de aplicativos instalados neste sistema. 😉

Mas vamos contar um pouco da minha história com o Linux e com o Software Livre/Open Source…

Em 1999 tive minha primeira experiência com o Software Livre. Comprei na banca de jornais uma revista que veio com um CD-ROM do Conectiva Linux Guarani 3.0.

O Conectiva Linux era um sistema operacional de kernel Linux, baseado no famoso Red Hat Linux americano.

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é possível trabalhar exclusivamente com o linux mint?Me lembro de ter levado quase uma semana pra fazer ele funcionar em meu PC (rsrs).

Mas a possibilidade de ter algo totalmente diferente do universo Windows, me chamava a atenção.

Me fazia lembrar da nostálgica época nos meados dos anos 80, quando eu alterava o nome os comandos internos (hackeava) do sistema operacional Apple DOS nos computadores Apple-II do curso onde trabalhava (rsrs).

Aí aos 16 anos de idade, eu dizia…

“…criei meu próprio Sistema Operacional, com os comandos do jeito que eu queria! :)”

Claro que isso não era software livre… eu não tinha acesso ao código-fonte do Apple DOS, como é o caso hoje do Linux Mint e de outras distribuições Linux e BSD.

Simplesmente editava os arquivos executáveis a procura das “strings” (sequência de caracteres) que continham os comandos e os alterava diretamente nestes arquivos.

Mas agora, eu tinha a real possibilidade de personalizar TOTALMENTE um sistema operacional.

Depois do Conectiva, instalei várias outras distribuições do Linux, como o Caldera, RedHat, Slackware, entre diversas outras.

Mas sempre mantinha também o MS Windows rodando a partir de uma partição no HD ou mesmo em uma máquina virtual.

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linux mint

 

Um problema… que me fez conhecer melhor o Software Livre!

Já desenvolvia sites desde o ano de 1995.

Mas tinha uma dificuldade: Os sites eram desenvolvidos no Windows, usando um software chamado FrontPage e posteriormente no Macromedia Dreamweaver (atual Adobe Dreamweaver).

O problema era que as atualizações eram “manuais”, ou seja, tudo o que fosse necessário atualizar nos sites, dependia de minha intervenção.

Eu tinha que atualizar página por página e depois, enviá-las ao servidor via FTP.

Eu passava madrugadas inteiras atualizando os sites de meus primeiros clientes (já que durante o dia, atuava como instrutor em cursos e escolas, além de atender também como técnico de suporte).

Foi aí que pesquisando na Internet, conheci os sistemas CMS…

sistemas cms

Os CMS’s são softwares de gestão de conteúdo (geralmente livres e gratuitos), que nos permitem ter um site dinâmico (onde qualquer pessoa, com seu login e senha, pode gerenciar um site).

Percebi que se eu passasse a responsabilidade da atualização dos sites para os meus próprios clientes, além disso criar um dinamismo nos sites, me liberaria desta responsabilidade.

Assim, sobraria mais tempo para desenvolver novos projetos, deixando as “coisas simples” para serem feitas pelos próprios clientes.

Na época, encontrei os seguintes CMS’s: Mambo, Drupal, Xoops e PHP-Nuke (que era voltado para fóruns).

Dos 3 primeiros, me identifiquei mais com o Mambo, que me pareceu ter um front-end mais elegante.

Logo em seguida, a empresa que desenvolvia o Mambo começou a por algumas restrições no código-fonte e com isso, a comunidade de usuários pegou a versão anterior do Mambo e criou o Joomla!

 

Como o modelo do Software Livre/Open Source tem mudado o mundo

O que havia ocorrido com o Mambo (que através de um “fork” fez nascer o projeto do Joomla) me chamou a atenção quanto ao “modelo” de desenvolvimento baseado no software de código aberto, pois foi a comunidade de usuários do software quem determinou o destino do mesmo.

Isso era algo que eu nunca havia visto!

Depois disso, desenvolvi cerca de 120 sites todos em Joomla e dezenas de outros sites e lojas virtuais em WordPress. Mas tudo, tendo como base o sistema operacional MS Windows, onde eu era mais “ambientado”.

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sistemas cms joomla e wordpress

 

O que me fez passar a usar o Linux Mint?

O problema é que com o tempo, passei a ter vários problemas no MS Windows. Uma vez, por um problema no Windows que danificou o sistema de arquivos, perdi TUDO o que estava em meu HD! 🙁

Outros problemas eram a insegurança (muitos vírus) e a impossibilidade de ter um sistema operacional personalizado e com a “minha cara”.

Foi aí que ao estar usando o MS Windows 10, que é um excelente sistema operacional mas que estava deixando meu notebook, um Asus Emachines D728-4079 (que já tenho há mais de 10 anos) meio leeeeento, pensei…

…”porque não experimentar usar o Linux Mint neste notebook?”

meu desktop com o linux mint e o xfceScreenshot do meu notebook com Linux Mint e XFCE

Instalei e fiquei apaixonado. O sistema é lindo e muito fácil de se usar!

Além disso, é bem rápido e olha que este notebook só possui 4 GB de memória RAM!

Nele instalei com facilidade todos os aplicativos que eu necessito para meus trabalhos (no final deste artigo, informo uma lista deles). Usei a versão que vem com a interface gráfica XFCE, que é uma das mais leves.

Passei a render muito mais no meu trabalho, apesar de estar usando uma máquina um tanto antiga.

 

No Linux Mint, tenho os aplicativos para tudo o que necessito e tudo de GRAÇA!

Neste meu notebook rodando o Linux Mint, utilizo diversos softwares livres e softwares open-sources (em outro artigo, vou falar sobre a diferença entre eles), principalmente no desenvolvimento de Hotsites e Sites Dinâmicos e responsivos baseados no CMS WordPress.

Também desenvolvo Lojas Virtuais (baseadas no WooCommerce/Wordpress) e outras soluções WEB baseadas na tecnologia LAMP (Linux + Apache + MySQL + PHP) usando como base o CMS WordPress.

Atendo a clientes de suporte remoto com o TeamViewer “for Linux”, além de ministrar treinamentos via Skype. E tudo via Linux! 😉

E com um detalhe… em sua maioria são softwares GRATUITOS!

Ah… mas aí você poderia dizer…

“…é só baixar PIRATÃO na Internet!”

bem… Não sou adepto a utilizar softwares piratas.

Primeiro por uma questão de ética profissional e também pela insegurança que isto poderia me trazer.

Muitos não se apercebem de um detalhe… um software “crackeado” normalmente teve seu código-fonte alterado por um processo de engenharia reversa.

Com isso, ele pode muito bem embutir em seu interior um trojan que poderia por exemplo, abrir uma porta em seu sistema operacional (um backdoor) para que um ckaquer invada seu sistema e roube seus dados!

Além disso, professo minha fé cristã que me faz entender que… se eu fosse um desenvolvedor de um software de código fechado e vendesse as licenças, não ficaria feliz em saber que milhares de pessoas utilizam o meu software de forma pirata.

E da mesma forma que não quero ser “prejudicado” não devo prejudicar o outro. 😉

 

Mas dá pra viver só com o Linux Mint?

Até daria, mas não sou um “kamikase”.

Vejo muitas brigas acaloradas na internet sobre… “qual o melhor sistema operacional, Linux ou Windows?” ou “Windows ou MacOS?”.

Mas entendo que cada software tem um público e uma necessidade bem diferente, por isso essa coisa de “definir” o que é o melhor, nem sempre funciona.

No meu caso, uso 3 computadores em nosso home office (escritório em casa).

Meu notebook com o Linux Mint rodando a interface gráfica XFCE, um computador desktop com o Windows 10 (devido aos atendimentos de suporte, necessito ter uma máquina com este sistema para não me deixar “esquecer” de como resolvo os problemas nele) e minha esposa um notebook também com o MS Windows 10.

Porém, independentemente do sistema operacional utilizado (Linux ou MS WIndows), utilizamos neles diversos softwares livres, open sources e gratuitos, dos quais destaco:

  • LibreOffice e WPS Office (suítes de escritório)
  • Chromium (navegador web que foi a base do Google Chrome)
  • Mozilla Firefox (navegador web)
  • Tor Browser (navegador web baseado no Mozilla Firefox)
  • Filezilla (cliente de FTP)
  • GIMP (editor de imagens – usamos para edição e tratamento de imagens “fotos”)
  • Inkscape (editoração eletrônica – usamos para criação de arte eletrônica)
  • Shotcut (editor de vídeos)
  • VirtualBox (software de virtualização de sistemas operacionais)
  • Visual Studio Code (editor de código fonte)
  • Sublime Text (editor de código fonte)
  • Entre muitos outros…

 

Concluindo… Dá pra GANHAR DINHEIRO e viver somente com o Linux Mint?

Então como pode ver, até daria sim, para trabalhar e ganhar o pão de cada dia trabalhando exclusivamente com o Linux Mint em meu notebook, mas…

Devido às minhas necessidades prefiro manter (pelo menos por enquanto) uma máquina também com o MS Windows por perto, afinal ele ainda é o sistema operacional predominante nas empresas e como também atuo no segmento de suporte remoto, tenho que manter-me atualizado, principalmente na resolução de problemas que este sistema venha a apresentar. 😉

 


Vagner Monfer

Consultor em TI e Empreendedor Digital. Há Mais de 10 Anos Trabalha Online Atuando Nas Áreas de Desenvolvimento WEB, Suporte Remoto, Treinamentos e Marketing Digital. E Agora Quer Ensinar Você a Trabalhar Em Casa e Viver de Tecnologia.